Até ano que vem. \o
Carnaval |
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Mini PIC |
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Sonhar Acordado |
Globosat |
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Holanda, bebê |
Família |
Carnaval |
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Sonhar Acordado |
Globosat |
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Holanda, bebê |
Família |
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Quem disse que pra tá junto precisa tá perto?! |
Clima Natalino aqui em casa |
Sam feliz com a surpresa |
Eu também ganhei presente |
Meu presente para os meninos, que amaram conhecer o joão bobo |
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Companhia brasileira para o natal \o/ |
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Eu após um passeio na magrela |
Filme europeu no natal |
Delft me recebendo de coração aberto |
Foto clássica |
Max, o gato charmoso. |
Bagunça com o Jake |
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Meus Meninos |
Hoje foi um típico dia holandês pra mim (eu acho) acordei, tomei um leitinho de vaquinha holandesa (eu acho), um pãozinho e fui pra rua com a minha super magrela bike holandesa, que merece um post só para ela depois, mas já adianto que tô com o bumbum doendo.
À tarde fiquei com os meus boys, jogamos bola até e é claro que o ídolo do mais velho é o Ronaldo (pontos para o Brasil). - Tudo bem que estava garoando e fazendo 4 graus lá fora, mas isso é só um detalhe.
Aqui é um pouco estranho, 17:00 horas já está escuro, e isso faz com que eu fique confusa todos os dias, e como já é noite jantamos às 18:00 – eu comi brócolis e gostei, é um avanço de vida pra mim - hora de ver TV, colocar os meninos na cama, e como isso ainda é 20:00 hora de sair, tudo é tão perto e a temperatura tão agradável que vamos caminhando sempre.
Hoje fomos num pub que toca jazz, SENSACIONAL, gente nova, gente velha, gente bonita, me apaixonei umas 5 vezes, haineken a preço de banana e show de jazz ao vivo, no melhor estilo JAM, bebemos 2 chops, curtimos a música e viemos para casa. (Eles não conhecem o “Mineiros way of life"), mas foi amor a primeira vista, já vi que vou freqüentar muito esse pub.
Começando de onde parei, fui questionada sobre o ET de Varginha e fui feliz da vida entrar no avião. Já recebi um “boa noite” em holandês (bom, assim foi minha suposição né). Entrei já ouvindo um barulho de choro e pensei: Ai, deveria ter pedido também pra não ter criança chorando. E aí começou o meu tormento, o choro que não parava. 10 min, e nada do menino parar, passou pela minha cabeça que a mãe estivesse espancando, sufocando, queimando, perfurando o menino... Tive vontade de enfiar uma meia suja na boca do coitadinho, mas aí pensei que a mãe dele já estava com vontade de fazer isso, fora a vergonha que ela tava né, aí resolvi abstrair.
Então me acomodei (isso é modo de falar, pq na classe econômica é impossível), Classe econômica vem do latim: É suvaco na orelha e joelho no plexo solar. Como é de costume, peguei o controlezinho da TV apertei todos os botões, vi todos os canais e jogos, no melhor estilo “vim lá do interior seu moço”. Então resolvi pegar para ler o book que ganhei do pessoal da faculdade e a carta da Thais, ah seus #$%¨& -com o perdão do palavreado-assim vocês me matam, vai ficar aqui guardado pra hora que a saudade apertar.
Aí resolvi mandar pra dentro um remedinho e dormi como uma pedra, e como uma boa gordinha só acordava na hora das refeições.
No final sai pegando minhas bagagens de mão, e fui-me embora de blusa de manga curta, “Vou sair por aí, Vou querer me esticar, Não sou boi confinado Atum enlatado, Eu vou me mandar” peguei minha mala e como uma boa bocó só me toquei depois que nem me lembrei do free shop, era muita empolgação. Mas tudo bem, localizei meu host dad e minha kid mais nova, e fomos embora, saí do aeroporto e @#$%$#% que frio.
“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir”
Bom, era pra eu colocar esse post online ontem na hora de embarcar, mas como estou acostumada com rodoviária que é tudo rapidinho nem me toquei que o tempo seria a conta certinha (alma de pobre)
Eu passei por uma temporada intensa de despedidas, foram 15 dias corridos, despedida da faculdade, dos amigos da faculdade, dos amigos de varginha que moram em SP, dos amigos de Varginha que moram espalhados por aí, da família, da Globosat... Mas isso sem a ficha ter caído ainda. E na despedida final de varginha ganhei um book, aí então eu comecei a cair na real.
Bom, enfim chegou o dia mais esperado, o: É HOJE MANOLO. E partimos para SP, rumo ao aeroporto, e quando cheguei aí sim, A FICHA CAIU! Pensei: “É isso mesmo? To indo?”, e segui para a fila do ceck-in (Uma hora na fila) e quando despachei a mala, bateu um sentimento estranho (veja bem, não disse ruim).
Aí minha mãe me deu uma correntinha linda, com a medalha de Nossa Senhora de Fátima, aí meu coraçãozinho frágil já ficou abalado, e pra melhorar meu celular toca, era minha amiga desejando boa viagem, eu aceitei agradeci, e segui para o portão de embarque. Aí to ali fazendo hora com meus pais, meu irmão e a Thais, já com sensação de caroço de azeitona agarrado na goela, quando vem um bando de dispinguelado correndo, e adivinhem só? Eram meus amigos da faculdade, aí me deram um scrapbook, que eu guardei sem ver na mala. (Nessa hora o coração já estava abalado³)
Rolou aquele choro, é claro, mas não foi um choro de tristeza, foi um choro de alegria junto com a saudade que eu sabia que ia sentir. Dei um abraço em cada um, enxuguei a lágrima, respirei fundo, peguei minha mala e fui embora. E aí eu dava aquela olhada por cima do ombro, mas com um sorrisão na cara, e com o peito cheio de orgulho de mim, afinal tava realizando um sonho, e fiz dois pedidos momentâneos: Por favor força superior, não deixe sentar um gordão do meu lado, ou uma criança que chuta cadeira atrás de mim.
Ó mas vou contar um negócio viu, acho que foi uma das coisas mais difíceis que já fiz, eu deixei do outro lado do portão de embarque (mesmo que por um ano – eu acho) minha família, meus amigos, minha vidinha de universitária em São Paulo, o emprego dos meus sonhos. Mas eu já tinha uma certeza comigo, o que estava por vir seria ótimo.
E só pra finalizar, passei na Polícia Federal/Alfândega antes de embarcar, entreguei o passaporte e o tiozinho fala: Ó, de Varginha? Já viu o E.T? (A gente sai de Varginha, mas Varginha não sai da gente), dei uma risadinha, respondi que já vim sim, e fui toda saltitante para o avião.
P.S=Já estou em terras holandesas, e aqui é tudo lindo. Já estou apaixonada.
P.S²= Prometo que vou maneirar no tamanho do próximo post.
Sempre quis ter um blog, e não sabia bem sobre o que poderia escrever, agora tenho um tema: Estou de mudança, vou morar nas’zoropa, na Holanda para ser mais exata, lugar onde ficarei um ano.
Onde? Como? Por quê? Quando?
-Vou fazer intercâmbio, serei Au Pair na Holanda.
-Au o que?
-Babá ¬¬’
-Holanda? Pq Holanda? Umn, safadjénha.
Vou confessar: nunca passou pela minha cabeça ser Au Pair na Holanda, a única coisa que eu tinha certeza era que queria morar um ano na Europa. Aí veio a parte mais importante, o verdinho (bufunfa, grana, dinheiro), o único programa que cabia no meu pobre bolso de estagária: Au Pair (claro que isso não foi um problema, e sim a solução, já que sou apaixonada por criança). Logo depois veio a escolha do país, Holanda o único país da Europa que têm o visto especial para Au Pair e que quase todo mundo fala inglês (a única língua que sei me virar mais ou menos). Passei 2 horas na internet lendo sobre a Holanda e pronto, criei uma nova paixão. Tudo me pareceu tão perfeito que foi como se eu mesma tivesse inventado.
Tudo decidido (na minha cabeça) porque por mais que eu ache que sou dona do meu nariz, eu tenho 20 anos e um pai e uma mãe. Então veio a segunda fase do processo: preenchi tudo que eu podia, e fui pra casa dos meus pais com toda papelada pronta. Claro que eles fizeram as clássicas perguntas: Por que Au Pair? Por que Holanda? Mais as adicionais: Como assim minha filha? Um ano? E foi aí que eu gastei todo o meu dom de persuasão, todo mesmo, achei que nem ia sobrar mais pra faculdade. Pronto, fase 2: ✓ checked.
Depois disso tudo veio só a parte burocrática: Renovar passaporte, achar uma host family (que falarei em breve, mas já adianto que meus boys são lindos) legalizar documentos, conseguir o visto, e nesse exato momento estou na fase final, que envolve a contagem regressiva (faltam 4 dias) e arrumar as malas.
Do momento que tive essa mirabolante idéia até hoje foram exatos 4 meses. O desejo é humano, demasiadamente humano, e poderoso.