"Paris tem cheiro de baguette. Mas tem também as
ostras do mediterrâneo, os crepes bretões, o foie gras do sudoeste, os queijos de cabra de Savoie. É a terra dos singelos prazeres, como degustar
uma tarde de sol e um vinho rosé no terraço de um bar em Montmartre, beliscando escargots. Sim, a vida aqui
parece um filme”
Deixo
aqui o meu profundo arrependimento por ter deixado Paris para o final, e por
fazê-la somente em um final de semana.
Quando
contei sobre Berlim ficou claro que fiquei apaixonada pela carga histórica da
cidade mas com Paris resolvi fazer algo diferente... Fui musar (musar vem do
latim: ser musa, diva) e ser uma boa vivant, viver na bohemia...
Chegamos
em Paris as 7h30 da manhã chapados de dramin e antes de tudo paramos
para tomar café: croissant, baguette, marmelada, suco de laranja e café fresquinho
e então começamos a nos perder pela cidade. Resolvemos passear no Jardim de Luxemburgo
que não tinha muito movimento, Paris ainda dormia naquele momento e aos poucos a
cidade foi ganhando vida.
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Coitado do Bem |
Visitamos
Notre Dame, caminhamos a margem do Sena, ponte das artes, colocamos um cadeado
com nosso nome na grade da ponte e jogamos a chave no rio.. E depois de muito
romantismo o Bem foi abaixar para tirar uma foto minha e rasgou a calça, e
assim caminhamos até nosso hotel esbanjando todo o charme que Paris demanda,
ele foi obrigado a fazer comprar na cidade (quanta crueldade).
Dando
continuidade ao nosso dia fomos almoçar e quando olhamos a hora decretamos que
já era vinho hora (mal sabia eu que em Paris, toda hora é hora-vinho, e desce a
primeira garrafa.. Com os dentes azulados passeamos pela Ilha de Saint Louis
onde fomos tomar sorvete na Berthilon, altamente recomendado e quiçá até melhor
que as sorveterias italianas (recomendo os sabores: Caramelo com gengibre,
marrom glacê, figo e pera... São de comer ajoelhada).. Continuamos a caminhada
e encontramos uma patisserie com um cheiro divino e sem peso na consciência
fomos pra segunda sobremesa: pão de gengibre com caramelo e merengue com amêndoas
(nesse momento agradeci por não ser Au Pair em Paris, eu estaria com muitos
mais kilos extras que já estou). Com a pança cheia Já satisfeitos resolvemos
fazer algo calmo e visitar a Shakespeare bookstore, estava um pouco lotada, mas
com um moçinho tocando uma música tão suave e delicada no piando que ficamos
mais um pouco, e decidimos então que era vinho-hora again e sentamos em um bar
à beira do sena....
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Às margens do Sena |
Resolvemos
então ir a um bar Nerd muito bacana e descolado com muito hypester e nerds de
verdade (Le dernier bar avant la fin du monde) e de novo
decretamos vinho-hora. Resolvemos caminhar ao ar livre e curtir as luzes da
cidade e demos de cara com um supermercado, compramos vinho, baguette e queijo
de cabra e camembert, água St Pelegrino (somos phynos) e fizemos nossa hora-vinho
na beira do Sena – overdose de romantismo e companheirismo. E claro que uma das
minhas exigências era ver a torre Eiffel a noite, e La fomos nós, mas acontece
que tinha um mercado no caminho e compramos mais vinho e queijos e sobremesas.

“Domingo
amanheceu com um tempo chuvoso, mas me animei lembrando-me de ‘‘Midnight in
Paris”. O foco desse dia foi o topo da torre Eiffel, é Lindo de viver a vista
lá de cima, e com disse minha amiga Jordana: “Se Budapeste é amarela, Paris é
Branca.” Comer no Jules Verne era meio inviável, inviável e meio, mas o 58
é uma opção acessível e comemos de sobremesa o crepe da barraquinha em frente a
torre que é muito bom.
De lá
seguimos para o Arco do Triunfo que impressiona pelo tamanho e pela beleza e
caminhamos ao longo de toda a Champs Elysees, que delícia de caminhada, rua cheia,
pessoas bonitas, iluminação encantadora, e ainda de quebra ganhamos um
presente, estava acontecendo uma feira de natal lá... Comemos muitos macarrons,
tomamos vinho quente (sim o famoso quentão, que é super famoso nas barraquinhas
parisienses), fomos passear pelas ruas de montmartre e decretamos vinho hora, e
terminamos nossa estadia em Paris com um jantar num restaurante bacana que
escreverei em breve (pois já me empolguei muito escrevendo sobre Paris) até nos
darmos conta da hora e sair correndo para não perder o ônibus para voltar para
a Holanda (eu queria muito esconder essa parte, o busão acabou com todo o meu
glamour L )
Fui-me
que hoje é dia de Jazz no Bebop, e já estou em clima de despedida.
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Pequenos Prazeres Amelie Poulain |
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Hora-vinho |
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Good Morning Paris |
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Isso que dá muita hora-vinho |
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Bolo de gengibre com caramelo |
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Meia Noite em Paris |
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Torre Eiffel |
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Mon amour |