terça-feira, 27 de março de 2012

Saudade, eu sinto em português..


Família
Eu comecei a escrever um texto sobre o balanço geral dos meus três meses de Holandinha, e quando cheguei na parte da saudade desatei a escrever  e decidi então que a saudade de tão grande e tão boa merece um post todinho pra ela.

Mas quem disse que saudade é sentimento que só dói?
A saudade que eu sinto é positiva e não aquela saudade doída e chorosa, uma saudade que me faz bem.

Eu sinto saudade da minha família toda reunida, da minha mãe me mandando arrumar as coisas, de morar com meu irmão e roubar o bis dele, de perturbar minha irmã no sofá, do meu pai roncando na cadeira dele, de ir ver o que a Cida tá fazendo no fogão e de ir pra casa da minha vó e encontrar todo mundo. Sinto saudade dos meus amigos de Varginha, dos meus amigos de SP, da PUC-SP.
Eu sinto saudade de algumas mordomias como fazer unha toda semana no salão, de ir no cabeleireiro dar um trato na juba, de sair pra jantar com meus amigos um japa ou um mexicano de dar água na boca, de poder usar o carro e o cartão de crédito. Sinto saudade de não ter tempo ocioso e de viver na correria louca de São Paulo, sinto saudade de ir trabalhar - mas reforço que é aquela saudade boa e não homesick. (Quando eu escrever sobre o meu balaço geral aqui, vocês vão entender pq eu estou amando morar aqui e viver essa vida)
E veja bem, saudade não é vontade de voltar, “Cause I'm having a good time, having a good time”

E veja bem 2: Nem vem traduzir a minha saudade com um “I miss you” pq eu não sinto falta, eu sinto SAUDADE. (Hey, you who use Google translate to read my blog, sorry SAUDADE is SAUDADE, and not “I miss you”)
Por isso vou mandar um beijo grande pra quem inventou o skype, santo que me permite ver minha mãe e irmã usando minhas roupas, que me permite ver meus amigos tentando ter aula, que me deixa mostrar meus pimpolhos para quem tá no Brasil, e um beijo pro Mark Zuckerberg que me deixa interagir com tudo/todos pelo facebook. Ah um beijo também pra todo mundo que eu to com saudade.
Os netos da minha vó futebol clube
Mãe 3
Vargem pequena

Núcleo SP e núcleo de Varginha



terça-feira, 20 de março de 2012

Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


“Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.”
                        
Olha, eu nunca fiquei tão feliz com o começo da primavera. Depois de 3 meses com tempo frio e cinzento o céu azul começa a aparecere a primavera começa a aquecer o coraçãozinho das pessoas. E com a primavera vem também aquela carga de cores e amor.

A temperatura está subindo, chegamos a ter 17ºC semana passada e com previsão igual para essa semana, as pessoas saem na rua de shorts e chinelo, colocam os puffs na calçada tiram o pó dos óculos escuro, pegam uma cerveja e esbanjam alegria – Eu por exemplo hoje de manhã fiquei no deck de top aproveitando o solzinho matinal (famoso sol na laje) - E isso pq estava 11ºC, é só o começo, bebe.
E bem, é primavera na Holanda né, hora de vomitar arco Iris. Em dois dias o keukenhof abre suas portas ao público, as tulipas já começaram a brotar nos canteiros, eu já postei umas 3x sobre a primavera no meu facebook, e é tanta alegria que não cabe no meu coraçãozinho.
Dia 18 completei 3 meses de Holandinha – o tempo avua como dizia a Cida, empregada da minha família há 24 anos e minha mãe preta. (E por falar nisso acho que meu próximo post será um balanço dos 3 meses.)

Sol na Laje
O que me espera
O que me espera 2
O que me espera 3

 

terça-feira, 13 de março de 2012

Barcelona é louca, louca de pedra.

Teve um feriadão aqui de 10 dias e a minha família foi pra Áustria, consequentemente eu tive 10 dias free, e fui pra Barcelona – cidade que encheu meu coraçãozinho de alegria e onde lá gastei todo o espanhol que eu não sei, hablei e hablei muito...
Esse trecho me chamou a atenção principalmente por usar a palavra “deliciosa”que é um dos meus adjetivos preferidos.
“Só é preciso um passeio para se concluir: Barcelona é louca. E louca de pedra. O Bairro Gótico é a maior prova disso e a obra de Gaudí, espalhada por toda a cidade, reforça a idéia. Mas é uma loucura deliciosa que se revela nos aromas que se sobrepõem ao longo das ruas e que se revelam em intrigantes misturas de camarão com chocolate; na língua falada pelas pessoas, cujo canto soa familiar mas que acaba sendo quase indecifrável; nas lojas elegantes do Passeig de Gracia; no desfile incessante dos mais diferentes tipos em La Rambla; no povo reunido dançando a sardana na Plaça de Catalunya.
Viajei com a Duda (au pair Brasileira que conheci no aeroporto na hora de viajar). Fiquei num hostel bacana (bacana=10 euros a diária com café da manhã). Encontrei a Fernanda e colocamos os papos europeus em dia (Ela é brasileira e está morando em Portugal). Lá conheci o Duda (Sim dois Duda’s numa única viagem) que foi nosso guia particular e a Manu (que me deram um teto na última na noite).  

Parque Guell
Conhecemos as obras do Gaudí, são lindas, e pessoalmente – principalmente a sagrada família – Que é de uma grandiosidade e perfeição que só vendo, toda trabalhada nos detalhes. O Parc Güell -que revela toda a criatividade do arquiteto catalão- é tão lindo e colorido (perfeito para um picnic). Barceloneta, com seu porto charmoso - e ainda mais no por do sol – onde não poderíamos deixar de comer uma deliciosa Paella acompanhada de uma tradicional sangria, e claro a praia, como tava calor (entenda pro calor 17ºC) colocamos o pezinho da água (doce ilusão do calor).  O Montjuic com sua bela paisagem, museu do Miró (Montjuic foi a sede das olimpíadas de 92).

Última noite e resolvemos sair, fizemos um esquenta na casa da Manu com sangria de 0,60 eurocents a caixa de 1 litro, sim eu tenho orgulho de contar isso, e fomos pra um pub que tem karaokê, áah foi lá mesmo que matei a saudade da Mama (karaokê de SP que freqüento) não tinha sertanejo brega mas eu ARRASEI cantando Michel telo, spicie girls e ABBA, rimos litros até mandarem a gente embora (Na minha cabeça Barcelona significava vida loka, mas os bares fecham as 3 da manhã) aí expulsaram a gente e  já que viajaríamos no dia seguinte cedo resolvemos aceitar as indelicadezas da vida e fomos pra casa.

Pronto ai veio um problema, vôos baratos tem um limite de uma bagagem de 10kg, como voltar com uma mala de 10kg pra casa se ela foi com exatamente 10 kg? Fácil, colocar todas as roupas no corpo (Level: Au Pair) e lá fomos nós sem conseguir andar e morrendo de calor com 3 calças, 3 blusas, 2 casacos. E para finalizar com chave de ouro: No ônibus que vai para o aeroporto a Duda com seu danoninho aberto foi arrumar o cabelo e deu um banho nela e na moça do lado, eu simplesmente passei mal de tanto rir.

Andamos como condenadas, fiquei feliz por ter levado tênis, comprei algumas coisinhas, um sapo estilo Gaudí para minha coleção, me diverti até, conheci a Duda que é uma super companhia para viajar, eu e o mapa de papel estamos melhorando nossa relação e acho que até agora foi o meu lugar preferido.

Estou há quase 3 meses aqui e posso dizer que já bebi whisky na Escócia, esquiei na Suíça e comi paella na Espanha. E mês que vem poderei falar que fiz um telefonema de uma cabine vermelha em Londres e comi chocolate belgo na Bélgica.


Se passar por baixo é bem vindo em Barcelona

Sagrada Família
Bolhinha miudinha

Cantar "evidências" é para os fracos



Mercado de Barcelona


E tava frio pra cacildis

Ótimo encontro

Pq turistar cansa


Delicinha

Estádio Olímpico do Montjuic

segunda-feira, 5 de março de 2012

Não me leve a mal hoje é carnaval..

É, não é só pq to do lado de cima do equador que eu não ia aproveitar uma oportunidade de festa né. Muzambinho ano passado me deixou com vontade de quero voltar, esse ano a turma foi pra Lambari, minha família foi pra praia, e eu fui para... Maastrich, cidade do sul da Holanda.

Aqui, principalmente as cidades do sul, comemoram o carnaval... De sábado a terça feira. Chegamos em Maastrich meio dia, compramos cerveja, vinho e começamos a aproveitar... Durante o dia famílias completas com a mesma fantasia, do bisavó até o bebezinho. É engraçado, pq são fantasias super elaboradas, e eles adoram posar pra foto com quem pede.

Tocava “Ai se eu te pego” sem parar, não que eu goste da música, ou do Michel telo, mas paciência a música faz sucesso aqui.. E aí eu dancei mesmo, com gosto, e cantava mesmo pra deixar bem claro que eu era Brasileira. Engraçado, pois quando dizia que era do Brasil as pessoas ficam chocadas: “O que você está fazendo aqui enquanto é carnaval no Brasil, sua louca”

Mas a pior parte foi o tempo que não ajudou muito, até neve tivemos, e muuuita neve e frio. Estávamos em um grupo de Au Pair, do México, Brasil, República Tcheca, Estados Unidos....  Foi muito divertido e uma experiência única. Eu não tinha dinheiro nem criatividade então usei uma mini asa de abelha com anteninhas, e uma varinha de abelha que nem sei cadê mais. Depois das 18h00 o clima familiar diminui e ficam mais os bêbados na rua, que éramos muitos. Ah, e ta longe de ter a pegação maluca do carnaval de Muzambinho, ou a alegria contagiante dos blocos do rio, ou o charme dos dsfiles nos sambódromos.

Já aqui na minha cidade o carnaval é diferente, não é muito grande, mas tem... Digamos assim, meia dúzia de gato pingado tocando umas músicas um pouco fúnebres, tipo desfile da independência.... Ai eles andam pela cidade um pouquinho, bebem um pouquinho... É tudo, menos carnaval.. Essa hora deu uma vontade era de trazer a bateria do Pucão pra mostrar pra esse povo como se faz um som bom.

P.S=Como é estranho uma quarta feira sem a apuração dos votos. E ficar ouvindo “Mangueira – 10 / Portela – 9,5 )

P.S2=Tá tudo tão corrido que ainda tenho que falar de Amsterdam, e da viagem pra Barcelona.


Relações Internacionais - República Tcheca e México.




Pai, é vc?


Sangue de Avestruz - Ju doida

Fantasias levadas a serio


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Suíça, SUA LINDA.

Eu e minha amiga

Fui fazer um bate e volta para esquiar, saí da Holanda 6ª a noite e voltei 2ª a noite Chegamos em Genebra e demos uma breve volta no lago, é bonito, charmoso, cheira dinheiro e é cercado por bancos e hotéis chiques. Mas tava tanto frio que logo pegamos o trem para Lausanne, uma cidade super charmosa também em volta do lago que durante o dia é mais lindo ainda. Lausanne  é a sede do comitê olímpico internacional, tem várias federações e pessoas super saudáveis correndo em todos os lugares mesmo com -10ºC. Fizemos um breve tour e fomos conhecer os pub’s experimentando cervejas suíças, alemãs, belgas... E cada uma vinha num baldinho de no mínimo meio litro (acho que meio litro causa mais impacto que 500ml).

Acordamos as 6:30 da madrugada de domingo para nos arrumarmos e pegarmos os trens para a estação de esqui. Colocamos nossas roupas super sexy de neve e fomos com tudo, fomos para Leysin, charmosa, aconchegante e ideal para iniciantes por um dia. Pegamos um trem até a base dos Alpes, e um trem engraçadíssimo que parecia montanha russa para o alto. Chegamos lá e achei a coisa mais linda do mundo, parecia filme, fotografia, de mentira, e frio (-20ºC), as casas com uns 15cm de neve no telhado. E fomos alugar os equipamentos, nos sugeriram o snowboard por ser mais fácil para um único dia(no final do dia imaginei o mais difícil). Vamos ao que interessa? Desastre puro desde os primeiros minutos, que pra ficar em pé eu tinha que fazer uma super gambiarra. Mas consegui ficar em pé, consegui deslizar, me diverti – digamos que isso é o que importa né.

Ai a fome bateu e fomos almoçar antes de pegar o teleférico para o verdadeiro topo, no restaurante escolhemos sopa (era o mais barato), mas vimos um senhor com um prato muito apetitoso e não identificamos no cardápio o que era, nosso amigo que falava francês perguntou o que era e ele respondeu educadamente “isso não está no cardápio, é pq eu sou o dono” demos uma risadinha e fomos sentar, aí foi a hora, ele nos convidou para sentarmos na mesa ao seu lado, e  falou que ainda tinha mais na cozinha, e pediu para nos servirem com um delicioso coelho ao molho curry e polenta – e o melhor, a preço de sopa.

Barriga cheia e fomos ao topo, o teleférico ia subindo e meu medo só aumentava, eu tava subindo e sabia que teria que descer aquilo tudo com o snowboard no pé. Chegamos ao topo, ventava muito, e a descida era intensa (não sei de onde tiraram que era a pista básica). Olhei pra baixo e deeeesci... O começo fui em pé, depois desci rolando, e depois terminei em pé de novo – Bom quando eu digo em pé não é igual uma pessoa normal, é num estilo não identificado que eu achei pra me equilibrar.  Aí peguei o jeito na pista fácil, e fomos pra outra mais complicada, não sei pra que, eu caí um milhão de vezes, nada sério, até a hora que eu tava sozinha e cai no barranco, com neve até o joelho não conseguia me mexer, até passar uma alma caridosa e me ajudar (Ele ofereceu ajuda em francês, eu fiz um charminho e respondi “Gê nê parlê pá frrancê”. Mas sai do barranco e então resolvi ir andando até o final, faltava pouco. E eu me senti humilhada, pq enquanto eu descia rolando passavam por mim crianças de 5 anos velozes e charmosas.

Tinha muitas famílias e casais que pareciam estar em Lua de Mel (tinham vários hotéis chiquetérrimos) por lá, o lugar é bem romântico quando se está no restaurante tomando um café, mas esquiando não me pareceu nada romântico. Vc cai toda hora, fica com as pernas tortas e o pior: o frio é tanto que o nariz fica anestesiado, então fica escorrendo o tempo todo – eu sei, é nojento, mas paciência, é a verdade.

Eu terminei o dia com um roxo horroroso na bunda, vários pequenos no joelho, com muita dor no tornozelo e no joelho, com o cóccix machucado novamente, ou seja, com dores em todas as partes do meu corpo. Ainda dói pra levantar, sentar, deitar, e sem chances de pegar meus meninos no colo pra fazer aviãozinho ou cavalinho. Mas enfim, foi uma ótima experiência, e agora posso falar que já esquiei (ta snowboard) nos Alpes Suíços – pq eu me acho toda vez que falo isso. Ah eu queria ter comprado um relógio suíço, mas me contentei só com o chocolate.

Até o próximo destino.


Lausanne








domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Frio


O frio tarda mas não falha, demorou a chegar mas agora veio com tudo. Até então o mais frio que eu já tinha vivido foi lá na Cachuêra – e no próximo ano prometo não reclamar do frio de lá.

Eu vim pra cá esperando um frio absurdo já que quando deixei SP os termômetros marcavam 32ºC. Tá, tava frio pra caramba mas longe do que eu imaginava, a temperatura estava entre 3 e 7 graus (apesar de que o maldito vento faz a sensação térmica ser pior), um dia chegou a fazer 10ºC em pleno inverno, e nada da neve chegar. Os holandeses me falaram que estava sendo um dos invernos mais quentes por aqui.

Mas, eis que o frio resolveu dar as caras, um frio da porra muito intenso, e os termômetros começaram a marcar temperaturas abaixo de zero, a média diária agora está entre -5 e -10, e sábado pela manhã tivemos menos -15. Sair a noite é uma tortura, pq dentro dos lugares é quente e a gente tem que ficar bonitinha, mas fora o frio é de doer. Tenho usado 2/3 calças, 2/3 blusas e um casacão (agora imagina o charme). Nem pensar em sair sem cachecol e luvas – mas com o tira e põe eu já perdi uns 3. Dá muita preguiça sair de casa, e minha vontade é de morar na minha cama e tomar “warm chocomel” o dia todo.

A tão esperada neve
E claro que com esse frio todo, a neve apareceu e foi a primeira vez que vi, e quando meu host gritou pra me contar que estava nevando sai correndo e grudei o rosto no vidro, parecendo criança com um sorriso de uma orelha a outra. Claro que chamei os meninos para brincar lá fora, fizemos guerra de bola de neve, o Nicolau – um pequeno e singelo homem de neve, anjinho na neve, tiramos fotos, e até aí eu tava amando. Atingi o ápice da minha maturidade quando me peguei dizendo para o Jake de 5 anos “Nem vem, essa bola de neve é minha, vai fazer a sua”. 
Até que... começou o meu relacionamento de amor e ódio coma branquinha, tinha compromisso, não podia usar a bike pq era perigoso, estávamos atrasados e os meninos não queriam mais andar e eu levei 3 tombos – um sozinha de bunda (Eu sai de um trauma recente com o meu cóccix, e agora ele tá doendo de novo), depois cai com o Jake no colo, mas levantei-o como se estivesse protegendo um sorvete de casquinha enquanto caia e ganhei um roxo na coxa, e depois fui arriscar com a bicicleta e levei mais um tombo. Fora a sujeira que a neve faz em casa por causa dos sapatos, e a sujeira nas lojas, e onde os carros passam que fica parecendo lama.
Mas é muito bonito quando os parques estão branquinhos, os canais congelados, e as pessoas felizes e brincando. E por isso cheguei a conclusão de que neve só é legal quando não temos compromisso e para esquiar (e por falar nisso, sexta feira to viajando pra Suíça para uma estação de Ski).

Todo trabalhado na fofura
Nicolau e seu real tamanho


Ei Lara -Oi? - Ploft



Auge da maturidade


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A comida


Olha, essa é uma diferença grande, talvez meu maior baque aqui – mais até que o frio. 

Pra começar a Holanda é um país bem pobrinho se tratando de culinária, aqui não tem um prato típico (apesar de alguns falarem da sopa de ervilha – que eu nunca vi nem comi só ouço falar).

Os laticínios holandeses são os mais famosos e muito gostosos, um leite bom e saboroso (só não é melhor que o da Serra) um iogurte cremosíssimo, queijos deliciosos, macios e gordurosos. A minha coisa preferida é o stroopwafle, um wafle recheado com um caramelo/mel que fica irresistível quando tá quentinho na feira, ou então quando é esquentado no vapor do chocomel. E em segundo lugar fica a torta de maçã, que meu amigo, é de outro mundo.

Mas vamos falar da culinária holandesa: Pão – Pão doce, salgado, mais preto, menos preto, com frutinhas, com aroma. Pão com nutela, com cream cheese, com pasta de amendoim e com geléia. Pão no café, no almoço, no lanche da tarde e quiçá até de sobremesa. Ah, quase que esqueço, aqui eles comprar bastante granulado, mas já que não tem brigadeiro adivinha onde eles colocam? Isso mesmo, no pão. Na minha casa só não tem pão francês e pão de forma branco (eles falam que é pão de gordo). Estou aqui há um mês e dez dias e não comi um bom prato de arroz com feijão é carne vermelha, e nem comida japonesa.

Na rua vende muita batata frita, é vc compra um cone de batata frita e sai comendo por aí. Eu acho engraçado também os forninhos na rua, vc coloca uma moeda, espera esquentar, e é só abrir e tirar o lanche escolhido.

Aqui ninguém almoça (te dou um stroopwafle se adivinhar o que a gente como no "almoço") e jantamos todos juntos por volta das 18:00, eu preciso cozinhar somente terça feira (aí dou aquela caprichada). Normalmente o jantar é frango ou peixe grelhado com algum legume, salada ou macarrão com molho de tomate (eles não são muito fãs de sal e temperos não) e é uma refeição contada, um prato (bem pequeno) por pessoa. A host gosta de cozinhar, então as vezes quando ela tem tempo ela manda super bem. 

Stroopwafle - O meu queridinho

P.S=Amanhã tô indo aconhecer Amsterdam e vê de qualé que é.